01.07.2019

À conversa com Eng.º Guilherme Pinho e Silva

01.07.2019

À conversa com Eng.º Guilherme Pinho e Silva

‘A Brisa centra-se nas pessoas. Procuramos inovar em novas tecnologias e metodologias. Compete-me a gestão eficiente dos activos para se atingirem os objectivos de forma sustentável.’

Fale-nos um pouco do seu percurso profissional. Como chegou a Director do Departamento de Estruturas da BGI – Brisa Gestão de Infraestruturas?

Licenciei-me em Engenharia Civil, ramo de Estruturas, pelo Instituto Superior Técnico em 1985. Entrei nos quadros da BRISA em Janeiro de 1990, numa altura em que se tinha iniciado o grande desenvolvimento da rede rodoviária nacional. Inicialmente como Coordenador de Projectos de Estruturas (pontes e túneis para autoestradas), passei, em 1994, para a Fiscalização de Empreitadas de Construção. Desde 2006 fui responsável não só pela gestão de instalações e meios da Brisa como de diversos contractos de empreitada e respectiva direcção da fiscalização, culminando em empreendimentos de grande dimensão como o alargamento de 30 Km de autoestrada entre Santarém e Torres Novas, na A1, e a construção da Auto-Estrada do Baixo Tejo. Uma função relevante subjacente a toda a minha actividade foi a de representação dos clientes (BCR e AEBT) na implementação dos objectos dos contractos de construção e na fiscalização das correspondentes obras. Nesta medida, toda a minha actuação foi focada no cliente e na sua satisfação. Em 2017, com a entrada num novo ciclo de engenharia, onde se faz mais manutenção/conservação do património construído, fui escolhido pelo Conselho de Administração da BGI para Responsável do Departamento de Estruturas. Compete-me a gestão eficiente e integrada dos activos, com vista a se atingirem, de forma sustentável, os objectivos de negócio do Grupo Brisa, avaliando o estado dos activos para, depois, desenvolver as acções que conduzirão à intervenção nos mesmos.

A Brisa é uma empresa que tem vindo sempre a inovar. E o mundo da mobilidade está em constante mudança. Como descreveria a evolução da empresa nos últimos anos?

Pode afirmar-se que a inovação está no ADN da Brisa, havendo uma interligação entre as empresas do Grupo para uma constante evolução. Há uma colaboração interna activa, com o aporte das competências de muitos colaboradores do universo Brisa. No meu caso, posso referir o envolvimento em iniciativas inovadoras como por exemplo o projecto desenvolvido em 2013 para implementação de uma solução (pioneira nas autoestradas) de Car Pooling para a Área de Serviço de Oeiras, na A5, e ainda o estudo com vista à optimização de custos de operação em Áreas de Serviço, agregando-se a infraestrutura a um único lado da autoestrada (caso apresentado para a A. S. de Estremoz, na A6). Mais recentemente, colaborei no projecto de implementação do novo conceito de restauração e de serviço centrado nas pessoas, o Colibri Via Verde, onde se privilegia a comodidade, o conforto e o serviço de excelência. Actualmente procuramos, na BGI, inovar em termos de novas tecnologias e novas metodologias.

Neste momento a Brisa não vê as infraestruturas apenas como um canal que recebe veículos, mas centrou-se nas pessoas. Como é que se priorizam os investimentos?

A Brisa desde há muito se centra nas pessoas, quer nos seus colaboradores quer nos seus clientes. De facto, pelo compromisso em valorizar as pessoas, o emprego e a família como pilares da sua acção, a Brisa recebeu recentemente o certificado de Empresa Familiarmente Responsável. Os clientes, com as diversas iniciativas da empresa na área da mobilidade, da restauração e das infraestruturas, têm vindo a aceder a elevados padrões de serviço do sector rodoviário.
Em termos de infraestruturas rodoviárias, a gestão do risco e do custo associado a cada activo tem conduzido à devida priorização dos investimentos.

A Betar trabalha com a Brisa há mais de 35 anos. Em que medida é que tem contribuído para superar os desafios das vossas necessidades? É uma parceira a manter?

A Betar, e outras empresas relevantes do sector, têm há muito vindo a trabalhar connosco, contribuindo para o objectivo de excelência subjacente à actividade da Brisa. Relativamente à acção do Departamento de Estruturas da BGI, a Betar é, sem dúvida, uma empresa com competências elevadas não só no âmbito dos projectos como no âmbito da gestão de activos. Com tantos anos de sólida colaboração, a Betar é de facto uma parceira com quem queremos continuar a contar.

A qualidade das infraestruturas é também um factor chave na competitividade internacional e no crescimento económico. Quais são os principais desafios para o futuro?

O principal desafio hoje, e sempre é, a adequação às alterações comportamentais. Em termos de competitividade nas infraestruturas, a visão da Brisa é a de procurar o desenvolvimento tecnológico para a monitorização das infraestruturas. Por outro lado, as alterações climáticas continuarão na base de modificações com elevado potencial de impacto no sector da mobilidade, pelo que o factor ambiental verá o seu peso aumentado na equação para o sucesso na competitividade internacional e crescimento económico.

Esta entrevista é parte integrante da Revista Artes & Letras #110, de Julho/Agosto de 2019

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