01.11.2021

À conversa com Eng.º Luís Simão

01.11.2021

À conversa com Eng.º Luís Simão

'[A Egis pretende] proporcionar o melhor serviço aos clientes (...), de forma sustentável e protegendo o meio ambiente, fomentando o crescimento (...) e apostando na inovação como factor diferenciador'

Ocupa o cargo de General Manager na Egis Portugal. Fale-nos um pouco do seu percurso e funções actuais.

Licenciado em Engenharia Mecânica, iniciei a carreira profissional no Grupo Petrotec, onde permaneci 7 anos e adquiri aprendizagens distintas em gestão de produção, obras, serviços e até direcção geral de empresas, experienciadas em diferentes geografias e meios sócio económicos como Portugal, Cabo Verde e Moçambique. Depois colaborei no projecto Metro do Porto pela Transdev, onde permaneci outros 7 anos também desempenhando diferentes funções no Porto e Madrid. Exercia a Direcção de Operação quando fui desafiado para Director Geral da Egis Portugal. As minhas funções na Egis são vastas e muito motivantes, destacando a interacção com as equipas de gestão internas e clientes, o desenvolvimento de negócios e missões específicas em outros projectos internacionais do Grupo Egis. São exercidas em diferentes áreas de conhecimento e meios culturais, tendo o meu percurso profissional sido relevante para me capacitar com as competências técnicas, culturais e emocionais, que diariamente utilizo para gerir e criar mais Egis. Relaciono-me com a equipa em Portugal, clientes nacionais e estrangeiros, bem como colegas de diferentes culturas e nacionalidades. É comum falar quatro línguas no mesmo dia sobre áreas de conhecimento distintas. Outro factor muito aliciante é a importância de estabelecer relações de longo prazo com os stakeholders das áreas de negócio da Egis, exigindo o respeito por valores pessoais que são muito importantes para mim. Proporcionar o melhor serviço aos clientes, almejando a sua satisfação e dos utilizadores das infraestruturas, de forma sustentável e protegendo o meio ambiente, fomentando o crescimento na área da O&M de infraestruturas de transportes e energia, apostando na inovação como factor diferenciador. Pretendemos diversificar para outras infraestruturas de transportes e mobilidade. Também estamos a aumentar o apoio prestado a outras BU do Grupo Egis. Relativamente a geografias, gostaríamos de estender a nossa actividade para Espanha e aumentar o apoio ao Grupo em outras regiões, nomeadamente em África. Para além da actividade de O&M da autoestrada A24, exercida desde o ano 2000, e que é o pilar principal do desenvolvimento da Egis em Portugal, também somos accionistas da Concessionária dos Estacionamentos de Viseu e prestamos serviços em outras autoestradas, destacando a O&M do Túnel do Marão. Na área da energia fotovoltaica adquirimos uma empresa que detém instalações de autoconsumo.

Como é que a Egis conduz a sua actividade de forma sustentável?

O Grupo Egis encara a sustentabilidade com grande preocupação sendo o constituinte principal da sua Visão e Vocação. A equipa em Portugal está muito empenhada na sustentabilidade, nas vertentes ambiental, económica e social. Na prática, esta preocupação traduz-se na certificação em gestão ambiental e num conjunto de resultados em acções de apoio a comunidade locais, para além das iniciativas de redução de pegada ecológica alinhadas com o objectivo de atingir a neutralidade carbónica em 2050. A Egis sempre teve uma grande preocupação com a eficiência dos recursos e redução de consumos, medidos através de objectivos estratégicos. As acções implementadas – iluminação led, ecodriving, viaturas eléctricas, digitalização, energia fotovoltaica, etc. – têm permitido uma redução significativa de emissão de CO2. Investimos para antecipar as expectativas dos clientes e depois temos que ser competitivos nos concursos, cumprindo as directrizes da Egis como os compromissos para preservar o planeta.

Como é que a BETAR tem contribuído para os vossos projectos?

A Betar é parceira da Egis de longa data, que entrega um serviço de excelência na sua abrangência de competências tão relevantes para quem, como a Egis, tem uma perspectiva de gestão de activos sustentável a longo prazo. A Betar destaca-se de forma singular e personalizada às nossas necessidade, sempre com uma atitude muito positiva, acolhedora, efectiva e competitiva. Já colaborou com a Egis em experiências inovadoras, que acrescentam valor significativo na cadeia de serviços da Egis. Na área onde se inserem as actividades da Egis e Betar, antecipo um futuro muito desafiante. As infraestruturas devem existir para proporcionar utilidade, conforto e bem estar sustentável aos seus utilizadores, preservando o planeta para as gerações vindouras. As organizações têm que se superar para serem competitivas nas tendências futuras: económicas (economia global, mega-urbanizações, sustentabilidade), técnicas (mundo conectado, aceleração tecnológica, gestão de dados e inteligência artificial) e humanas (alterações demográficas, economia do conhecimento, questões identitárias e de comportamento humano). Terão ainda que estar preparadas para a volatilidade, incerteza, ambiguidade e complexidade dos nossos tempos, promovidas pelas alterações sociais e ambientas, ou mesmo outras desconhecidas, que podem mudar paradigmas de um dia para o outro, como a que vivemos recentemente (Covid-19).

Esta entrevista é parte integrante da Revista Artes & Letras #135, de Novembro de 2021

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