Hotéis e Instalações Turísticas
Terceira fase do hotel, na continuidade do hotel existente, apresenta um isolamento acústico de base e é constituída por dois pisos enterrados, sete pisos elevados e cobertura em terraço. As caves destinadas a parqueamento, ocupam toda a área de implantação do terreno, exceptuando o topo Sul-Poente que é atravessado em viés pela Galeria do Metropolitano.
Para a contenção periférica durante a escavação, adoptou-se um sistema de paredes moldadas, sem ancoragens, travadas com a laje do piso 0, executada previamente à escavação (“Top-Down”). As fundações são indirectas com barretas e estacas. A super-estrutura foi definida com lajes planas fungiformes aligeiradas e pré-esforçadas.
As novas construções, destinadas a receber os quartos localizam-se essencialmente para poente do actual palacete, sendo a cozinha implantada do lado oposto. São dispostas em plataformas, no sentido de se articularem com a envolvente ao palácio, mantendo a relação deste com os jardins, pois as coberturas dos diversos corpos são também ajardinadas.
A estruturas das novas construções são constituída por pórticos longitudinais e transversais de pilares e vigas de betão armado, suportando lajes maciças também de betão armado que constituem os pavimentos dos pisos.
Foi também objecto do estudo as novas construções no âmbito das intervenções previstas pelo Projecto Geral de Paisagismo e de Arquitectura nos Jardins da Área Sul do Palácio de Estoi.
A intervenção caracterizou-se ainda pelo trabalho de reabilitação e restauro, extensivo aos edifícios do palácio, cavalariças e jardins.
O conjunto hoteleiro a instalar compreende os projectos dos novos Edifícios a construir (Corpo Nascente, Corpo Poente e Health Club), bem como as obras de recuperação para reconversão a novos usos dos edifícios existentes (Palácio Valle-Flôr e Lavandaria Anexa).
Do ponto de vista estrutural, os novos edifícios a construir, divididos em Corpo Nascente e corpo Poente subdividem-se em dois subcorpos cada, e o edifício do Health Club apresenta-se como um corpo autónomo.
Na zona da antiga Lavandaria, agora destinada a restaurante, acrescentou-se um piso intermédio, recorrendo a estruturas de betão armado constituídas por pilares e vigas, sendo os pavimentos assegurados por lajes maciças.
No Health Club alguns pilares serão em perfís metálicos.
A Galeria Técnica é constituída por um quadro em betão armado, e além de uma área destinada às redes das instalações especiais, serve também para o transporte de bagagem entre o edifício do Palácio Valle-Flor e os corpos dos quartos, garantindo assim que todos os produtos logísticos possam ser transportados abaixo dos jardins, preservando assim o seu recato.
O edifício é constituído por 4 pisos elevados (piso 0, piso 1, piso 2 e piso das mansardas), e 3 pisos semi‑enterrados (piso -1, piso -2 e piso -3). Apresenta uma área de implantação de cerca de 8500 m2, dividida em dois corpos estruturais, designados pelas letras A e B, separados por uma junta de dilatação com 0.03 m de espessura, obtida por simples duplicação dos elementos verticais da estrutura.
Adoptou-se uma estrutura resistente em betão armado, formada por lajes fungiformes com capitéis aparentes no infradorso da laje, vigas de bordadura, paredes, muros de suporte e pilares implantados numa malha ortogonal, em cada um dos corpos, com espaçamentos máximos de 8 m. Não existe um afastamento regular dos eixos, devido essencialmente ao recuo progressivo das fachadas em altura, para formar os degraus pretendidos pela Arquitectura para o Plano Marginal.
No âmbito do projecto de Distribuição de Água, incluiu o estudo dos seguintes sistemas: sistema de distribuição de água fria potável; sistema de distribuição de água quente potável; sistema de distribuição de águas reciclada para utilização em autoclismos, fluxómetros de urinol, rega e torneiras de lavagem do estacionamento e sistema de distribuição de água reciclada para serviço de combate a incêndio.
No âmbito do projecto de Drenagem de Águas Residuais Domésticas e Pluviais, incluiu o estudo dos seguintes sistemas: sistema de drenagem, tratamento e aproveitamento de águas residuais domésticas recicláveis (provenientes das descargas de banheiras, duches e lavatórios); sistema de drenagem de águas residuais domésticas não recicláveis; sistema de drenagem e aproveitamento de águas pluviais recicláveis (da cobertura do piso das mansardas) e sistema de drenagem de águas pluviais não recicláveis.
O projecto é constituído por duas fases: a 1ª inclui 52 fogos, distribuídos por três edifícios formando uma frente urbana, e a 2ª incluindo uma praça e edifícios envolventes com 73 fogos e áreas comerciais.
Inclui piscina, self-services, restaurantes, hotel, aparthotéis em banda e torre e centro comercial
O estado de conservação da fachada do edificio que fazia frente para a Rua Eng.º Vieira da Silva apresentava diversas anomalias que faziam duvidar da sua integridade e estabilidade, a longo prazo e em especial durante o periodo de obra. Como o desenho desta se encontra classificado, foi proposta a sua demolição e reconstrução total, respeitando integralmente a geometria e reaproveitando todos os materiais originais que se encontrem em adequadas condições. Nesse âmbito, foi preservada em local definido pelo Dono de Obra a estrutura metálica treliçada que suportava o tecto na zona de pé-direito duplo do piso de entrada, e cujo desenho é contemporâneo dos edifícios industriais de meados do século XIX.
Por uma questão de diferenciação do uso do edifício, sendo parte destinada a habitação e outra a hotel, dividiu-se o conjunto em dois edifícios, cada um uma unidade estrutural, tendo designados por corpo A e B. O novo edifício é constituído por seis pisos enterrados, um piso térreo, sete pisos elevados e cobertura.
A estrutura vertical resistente do edifício é formada pelas paredes de betão armado, localizadas quase exclusivamente em torno das caixas dos elevadores e núcleo de escadas, e pelos pilares, de betão armado. Estes últimos serão dispostos numa malha tanto quanto possível regular, definindo vãos máximos correntes da ordem dos 6.8 m, integrados em paredes divisórias de alvenaria, evitando ficar aparentes. Na periferia do edifício, e acompanhando o desenvolvimento da fachada actual, serão construídos pilares de secção alongada que terão a dupla função de suportar as lajes de piso e dotar essas mesmas paredes do contraventamento necessário para responder adequadamente à acção dos sismos.
As lajes são, no geral, de betão armado, do tipo fungiforme maciças, apoiadas em muros ou pilares de betão armado na periferia, e nos alinhamentos interiores de pilares.
O pavimento sobre a zona de duplo pé-direito na entrada do hotel (que será a mesma da antiga Vila Almeida e que mantem a sua geometria e proporções) é suportado por quatro pilares metálicos, travados dois a dois no seu topo por duas treliças metálicas idênticas às originais que aqui se encontravam, dispostas transversalmente à fachada principal e desenvolvendo-se desde esta até à de tardoz.
O novo edifício de ampliação das actuais instalações do Hotel de Porto Santo, situa-se nas traseiras do existente, quase paralelo a este, ocupando uma faixa de 15.0 m de largura e 131.5 m de comprimento. Trata-se de uma construção de um único piso, onde metade da área é ocupada por cinco “bungalows” destinados a habitação, e a outra metade pelo corpo principal onde irá funcionar o Centro de Geo‑Medicina.
Entre as traseiras deste edifício e o limite do lote do Hotel, existirão três corpos individualizados, albergando serviços de apoio e instalações técnicas do referido Centro. Aqueles destinados a áreas técnicas possuirão um ou dois pisos em cave, com a periferia estruturada por muros de suporte em betão armado, bem como os depósitos e reservatórios de água doce e salgada necessários ao funcionamento do Centro. Tal como o resto do edifício, possuirão apenas um piso acima do solo.
Em redor do corpo principal e ligada às caves de dois dos edifícios atrás descritos, existirá uma galeria técnica, de secção rectangular com 1.3 m de largura e altura variável, destinada a fazer a distribuição do ar tratado e dos sistemas de alimentação de energia eléctrica.
A frente do edifício que dá para a praia será fechada por uma plataforma de 17.0 m de largura e uma piscina com 9.0 m de largura, que se estendem por cerca de 35.0m em direcção ao mar, bordejando os limites dos terrenos do Hotel.
A intervenção no Jardim dos Cortes Reais consiste numa estrutura que permite a ligação entre a marginal de Angra do Heroísmo e a zona histórica da cidade, assumindo-se como uma frente urbana marítima e um novo espaço verde. Inclui um edifício de dois pisos elevados, em betão armado, destinado a espaço comercial e restaurante.
Projecto variante apresentado pela empresa construtora Consórcio OPWAY /MARPE/ MCV, incluindo a preparação de Toscos de Alvenaria, de um conjunto de edifícios para Apartamentos, Moradias em Banda e Estacionamento, do Vila Verde Resort, a construir em Santa Maria, na Ilha do Sal, Cabo Verde.



